CINQUENTA ANOS

Há quarenta anos, vivo imaginando o viver. Ainda não construi a imagem ideal, creio que em mais quarenta anos ainda não terei conseguido.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

PARTIDA



Deixaste tua mão se libertar da minha
Por que querias essa liberdade?
Pelo amor que por ti, eu não mais tinha
Assim o disseste. Quanta inverdade!

Quanta amargura carreguei do gesto
Perversidade, sim, fizeste tu comigo
Louca, egoísta, fui, eu não contesto
Porque te ias. Tu, meu amor, meu único amigo!

Calava a dor, fazia-me de forte
Na tua presença eu me continha
Enquanto tu te entregavas a morte

 Não podia dizer que esperança tinha
Se eu afrontava Deus e lamentava a sorte
Por te perder, pelo pavor de aqui ficar sozinha.

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