CINQUENTA ANOS

Há quarenta anos, vivo imaginando o viver. Ainda não construi a imagem ideal, creio que em mais quarenta anos ainda não terei conseguido.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

ÓDIO


Hoje li um editorial no site do Centro de Midia Independente acerca do ódio que é incutido via família, sociedade e educação ao longo dos anos da infância. Achei o tema interessante e resolvi refletir um pouco mais sobre o assunto. Por que vemos tanto ódio nas pessoas? O que alimenta essa emoção tão negativa? O ódio que alimentamos durante a vida, se surgido de nossas frustrações, aprendizado, doutrinamento político, religioso e social, nos transforma em seres menores do que já somos. É o bullyng na escola, são os trotes na faculdade, é a curiosidade mórbida dos vizinhos, é a pseudo solidariedade dos parentes mais próximos com nossas desditas. É a inveja e a tentativa de castração de nossos pais, maridos, esposas, amantes, namorados(as), colegas, professores, até de amigos. É o assédio e o abuso no trabalho e em casa. São tantas formas de ódio que se projetam em nossas vidas que se banalizam e que, também, banalizamos. Simplesmente o deixamos de ver, de percebê-lo por trás de cada uma dessas condutas, mínimas que sejam. Escondido está o ódio.
Mas, pensando um pouco mais profundamente, ódio a que? Por que temos tanto ódio? Porque apesar de gregários somos individualistas? Por que a civilização nos impõe esse ódio? Será que temos ódio congênito? É mais fácil odiar?
Uma vez me questionei acerca de nossa impossibilidade de evoluir, não falo aqui em termos de evolução "espiritual", mas em evoluir como seres partícipes de um universo em evolução (até os vírus evoluem) e concluí que somos hipotrofiados emocionalmente. Evoluimos as nossas engenhosidades, a nossa tecnologia, mas não em nós mesmos. Não evoluimos porque ainda não somos capazes de lidar com nossas emoções. O ódio é uma emoção.
Criamos desde nossas origens um modelo mental manietado pelo ódio, precisamos descobrir o porquê e o que podemos fazer para reverter isso, se quisermos ter uma sociedade justa, fraterna, solidária, baseada no amor.