CINQUENTA ANOS

Há quarenta anos, vivo imaginando o viver. Ainda não construi a imagem ideal, creio que em mais quarenta anos ainda não terei conseguido.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O grande circo da enganação



Quando se descobriu a capacidade de penetração comercial da Internet, viu-se também o florescimento de inúmeros sites de relacionamento. Estes sites estão sendo utilizados para propagandear produtos, pessoas e serviços. Nada contra, afinal vivemos o mundo da globalização e continuamos a saga do mercantilismo neoliberal. Mas está chato, excessivamente chato.
Infiltrados nesses sites caminham lado a lado inúmeras páginas de políticos que não querem opinar ou discutir a verdade, apenas se autopromover; páginas de ONGs com suas improfícuas campanhas abnegadas; miraculosas páginas religiosas cheias de proselitismo redencionista. Uma barafunda.
Contudo, há a possibilidade de se dar um “off”, fazendo de conta que nada disso existe ou, simplesmente, não participar, porque isso (assim dizem) é a democracia – esse circo de vasto picadeiro, um mercado turco cheio de variedades  gritadas a plenos pulmões, sacrificando os tímpanos dos passantes, atraindo com a flauta mágica os incautos ou atordoando, mais ainda, aqueles que por natureza não caminham bem sobre os próprios pés.
Segue a democracia contextualizada na Internet e a Internet contextualizada na democracia. Uma democracia cada vez mais titubeante, se esgueirando dela mesma como da sala de espelhos foge o Quasímodo. 
Segue a Internet como arauto da desinformação e do artifício, proclamando ao povo agradecido a necessidade da continuação da democracia de combalida existência.

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