CINQUENTA ANOS

Há quarenta anos, vivo imaginando o viver. Ainda não construi a imagem ideal, creio que em mais quarenta anos ainda não terei conseguido.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O PAÍS DOS CONTRÁRIOS

Estamos entrando num novo momento jurídico da nação. A questão já vinha vindo de algum tempo, mas, agora, criou corpo, cabeça e membros. A questão é: a impossibilidade de provar.
Segundo o nosso Código Civil, os fatos podem ser provados por confissão, documento, testemunha, presunção, perícia. Humberto Theodoro Júnior diz que "provar é conduzir o destinatário do ato (o juiz, no caso dos litígios sobre negócios jurídicos) a se convencer da verdade acerca de um fato. Provar é conduzir a inteligência a descobrir a verdade".
Contudo, os fatos por mais verídicos, plausíveis, visíveis e contundentes que sejam estão sujeitos à prova de sua veracidade. Mais ou menos como no seguinte exemplo: não adianta que eu exista, tem que ter um documento dizendo que eu sou eu e que eu estou vivo. Portanto, se existir um homônimo meu já falecido, dependendo das circunstâncias e da necessidade, pode acontecer que eu, caso não prove que sou eu, esteja morto.
Não adianta apenas provar com documentos, testemunhas etc. Eu tenho que convencer o juiz de que minhas provas são provas. Como eu provo que uma prova é uma prova, se sempre existe a contra-prova?
Por isso estamos num momento jurídico único da nação: o judiciário exige que atravessemos o limiar do paradoxo quântico do espaço-temporal, onde um átomo pode ocupar dois locais no espaço ao mesmo tempo, mesmo que para a física quântica essa mensuração seja praticamente impraticável.Foi assim de Naji Narras ao Mensalão. Está sendo assim, costumeiramente, no meio político. A impossibilidade de provar que uma prova, prova é, transforma tudo em pizza.
Quando não podemos ir na ascendente, resta-nos a descendente. Quando não podemos ir para a frente, temos que vir de ré, ao contrário.
Assim, o Eleandro Passaia está mentindo. Ele e a Polícia Federal forjaram todos os vídeos, gravações etc. Não existe prova alguma. É tudo mentira, intriga, fofoca e falsidade. Esses fatos não ocorreram, porque nada disso existiu, de direito, só de fato.

Um comentário:

  1. Carla, estou com inveja do Zeca. Quero também uma letra pra musicar... pense com carinho!
    Quanto ao Zeca, estamos com saudade dele nas deliciosas tardes de sábado na Madah, que um dia eu sei que vc vai conhecer...
    Grande abraço
    Galvão

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